Ano da biodiversidade tem início

Ano da biodiversidade tem início

 Biodiversidade

A biodiversidade engloba a variedade de genes, espécies e ecossistemas que constituem a vida no planeta. Assiste-se a uma perda constante deste conjunto, com extinções e destruições com profundas consequências para o mundo natural e o bem-estar humano. 
As principais causas são as alterações nos habitats naturais, resultantes dos sistemas intensivos de produção agrícola, da construção, da exploração de pedreiras, da sobrexploração das florestas, oceanos, rios, lagos e solos, da introdução de espécies alóctones invasivas, da poluição e, cada vez mais, das alterações climáticas globais. Vários estudos recentes da AEA mostram que se não forem envidados mais esforços políticos significativos, é improvável que esse objectivo seja atingido. 

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=37851&op=all 

 

 

Sabias que 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade?

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade.
A ONU pretende chamar a atenção para a perda de biodiversidade e a recuperação dos habitats e sistemas naturais.
A diversidade de animais (fauna), plantas (flora) e microrganismos tem de ser mantida para que a nossa sobrevivência não fique em perigo e para que exista equilíbrio na natureza.
Mas, a harmonia na natureza tem sido cada vez mais ameaçada. As actividades humanas e as alterações climáticas são as grandes responsáveis pela perda da biodiversidade.

Sabes porque é que temos de proteger a biodiversidade?

Actualmente a biodiversidade está em perigo. Muitos animais e plantas estão em perigo de desaparecer. Já deves ter ouvido falar que muitos animais e plantas estão em risco de extinção. Se não fizermos nada grande parte da biodiversidade que nos rodeia irá desaparecer.
Todas as espécies (animais, plantas e microrganismos) necessitam umas das outras para sobreviver. Se uma espécie desaparecer o equilíbrio da natureza fica em perigo. As relações que se estabelecem entre os seres vivos ficam afectadas se uma espécie deixar de existir.
Por exemplo, uma raposa alimenta-se de coelhos. Agora imagina se todos os coelhos desaparecessem... a raposa ficava sem alimento e assim também ela ficava em risco de desaparecer.

Sabias que a biodiversidade é uma das maiores riquezas do nosso planeta?
A biodiversidade dá-nos alimentos (colheitas, animais domésticos, recursos florestais e peixes), fibras para roupas, madeira para construções, energia, medicamentos e produtos farmacêuticos.
A biodiversidade também nos fornece a fertilidade do solo, decompositores de resíduos, a purificação do ar e da água, o equilíbrio do clima, o controlo de inundações, secas e outros desastres ambientais.
Todos nós temos de ajudar a conservar e proteger a biodiversidade.
Curiosidade: o dia Internacional da Biodiversidade comemora-se, todos os anos, a 22 de Maio.

Fonte : http://papagaio-tl.blogspot.com/2010/01/2010-ano-da-internacional-da.html

 

A ocupação desordenada de áreas naturais, a exploração predatória de recursos da natureza e a poluição são algumas ações humanas que têm trazido sérias consequências, levando o planeta a perder cada vez mais espécies animais e vegetais.

 

Para chamar a atenção ao problema, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade. Um dos eventos que abrirá oficialmente o programa será realizado em Curitiba, nesta sexta-feira (8/1).

Estarão presentes autoridades governamentais do Brasil e do exterior, representantes da ONU e pesquisadores. O Programa Biota-FAPESP será representado pelo professor Roberto Gomes de Sousa Berlinck, do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo.

“A natureza é uma rede extremamente intrincada que precisa ser mantida para a vida existir. Porém, essa harmonia tem sido cada vez mais ameaçada”, disse Berlinck sobre a importância da coexistência das espécies.

De acordo com levantamentos da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CBD), órgão da ONU que trata do problema, a taxa de perda de espécies chega a cem vezes à da extinção natural e vem crescendo exponencialmente.

Pensando em pelo menos diminuir esse ritmo, em 2002 a Conferência das Partes (COP) da CBD propôs uma série de metas a serem alcançadas até 2010 e obteve o comprometimento de vários países.

Nos moldes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), que em dezembro, em Copenhague, na Dinamarca, fez um balanço dos compromissos assumidos no Protocolo de Kyoto, a COP da biodiversidade tem um encontro marcado para outubro deste ano, na cidade japonesa de Nagoya, a fim de avaliar os resultados das ações assumidas em 2002 para preservar a biodiversidade.

Como a reunião de Copenhague, a de Nagoya deverá ser igualmente frustrante. É o que pensa Berlinck, para quem a natureza tem dado sinais de que o problema continua crescendo. “A morte de recifes de corais no mundo todo e o desaparecimento das abelhas na América do Norte são apenas duas das consequências da destruição de áreas nativas”, disse.

Carlos Alfredo Joly, coordenador geral do Biota-FAPESP e professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas, concorda com o pessimismo. “Precisamos este ano estipular metas mais confiáveis e usar indicadores mais mensuráveis”, disse, ressaltando que considera os indicadores escolhidos em 2002 um dos pontos fracos do acordo.

Diversidade genética

A sobrevivência das espécies também passa pela diversidade genética, a qual deve ser considerada nos projetos de conservação, segundo os coordenadores do Biota-FAPESP. Indivíduos de uma mesma espécie que possuem pouca variação genética podem ser suscetíveis às mesmas doenças e acabar rapidamente dizimados.

“O mesmo ocorre quando vamos fazer um reflorestamento. Se não considerarmos as diversidades genéticas e não reintroduzirmos todas as espécies envolvidas, a floresta pode morrer depois de uma década por doença ou mesmo pela ausência de um animal polinizador”, explicou Joly.

Para trabalhar também com a diversidade dos genes, o Programa Biota-FAPESP deverá aumentar o uso de ferramentas de biologia molecular. “Os felinos selvagens que hoje habitam canaviais e fazendas são geneticamente iguais aos seus ancestrais que viviam nas matas nativas de São Paulo?”, questiona Joly. Segundo ele, responder a essa pergunta ajudará a preservar esses animais, o que ressalta a importância da biologia molecular para a biodiversidade.

Berlinck aponta que desconhecer a natureza pode custar caro. “O deslizamento de encostas neste início de ano é uma consequência do desconhecimento do que pode e do que não pode ser feito com a natureza”, disse.

Segundo ele, preservar as diversas espécies é uma forma de manter e de garantir qualidade de vida também para as gerações futuras. “No entanto, é preciso que populações e governos conheçam o decréscimo crônico da biodiversidade e tomem iniciativas”, disse. É isso que a ONU e os cientistas esperam de 2010. 

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/11591/especiais/ano-da-biodiversidade-tem-inicio.htm